
“Havia numa aldeia um valho muito podre que possuía um lindo cavalo branco. Numa manhã, ele descobriu que o cavalo não estava na cocheira. Os amigos disseram ao velho:
-Mas que desgraça, seu cavalo foi roubado!
E o velho respondeu:
-Calma, não cheguem a tanto. Simplesmente diga que o cavalo não está mais na cocheira.
O resto é julgamenti de vocês. As pessoas riram do velho. Quinze dias depois, de repente, o cavalo voltou. Ele havia fugido para a floresta. E não apenas isso; ele trouxera um dúzia de cavalos consigo.
Novamente, as pessoas se reuniram e disseram:
-Velho, você tinha razão. Não era mesmo uma desgraça, e sim uma benção. E o velho disse:
-Vocês estão se precipitando de novo. Quem pode dizer se é uma benção ou não? Apenas digam que o cavalo está de volta... O velho tinha um único filho, que começou a treinar os cavalos selvagens. Apenas uma semana mais tarde, ele caiu de um dos cavalos e fraturou as pernas.
As pessoas se reuniram e, mais uma vez, se puseram o julgar:
-E não é que você tinha razão, velho?
Foi uma desgraça seu único filho perder o uso das pernas.
E o velho disse:
-Mas vocês são mesmo obcecados por julgamentos, hein? Não se adiantem tanto. Digam apenas que meu filho fraturou as pernas. Ninguém sabe ainda se isso é uma desgraça ou benção...
Aconteceu que, depois de algumas semanas, o país entrou em guerra e todos os jovens da aldeia foram obrigados a se alistar, menos o filho do velho.
Que é abcecado por julgar cai sempre na armadilha de basear seu julgamento em pequenos fragmentos de informação, o que o levará a conclusões precipitadas. Nunca encerre uma questão de forma definitiva, pois quando um caminho termina outro começa, quando uma porta se fecha outra se abre. Assim é o curso da vida.”
João 7:24 diz: “Não julgueis segundo as aparências, mas segundo a reta justiça.”
Romanos 14:13 Vemos os seguinte texto: “Portanto não julquemos mais uns aos outros. Antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.”

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